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Hoje é o aniversário do meu bem mais precioso: meu filho Leonardo está fazendo 15 anos.
Parece que foi ontem que eu e meu barrigão entramos na sala de cirurgia para um parto tranquilo, apesar de ser cesariana.
Confesso que nunca fui muito maternal. Nunca parei para admirar bebês na rua, ao contrário de cachorros que eu sempre paro e fico de "cuti-cuti".
Ser mãe nunca foi prioridade para mim. Eu sempre pensei que se um dia acontecesse, tudo bem, mas se não, tudo bem também.
Até que um dia a decisão saiu das minhas mãos e eu engravidei meio sem querer, por falha minha e da tal da tabelinha (não, a tabelinha não falha, quem falha é a gente que acha que "só dessa vez não vai dar nada").
Foi um baque, mas eu fui em frente. E confesso que adorei ficar grávida. A barriga que cresce da noite para o dia, literalmente, é muito legal. Sentir o bebê mexendo dentro da gente é uma sensação única. Não tem nada a ver com o tal amor maternal que aflora em você. Está mais para um momento Animal Planet. É um sentimento instintivo, mas gratificante saber que você está cumprindo com seu ciclo evolutivo e gerando um novo ser.
Minha gravidez foi tranquila, do ponto de vista fisiológico. Tive pouco enjôo, a pele e os cabelos ficaram lindos, só engordei o necessário e perdi tudo um mês depois do parto sem fazer esforço. Fui engordar anos depois, mas isso é outra história.
No momento em que colocaram meu filho recém nascido em meus braços, esperei o tal amor maternal infinito tomar conta de mim. Não aconteceu. O que eu pensava era: " e agora? o que eu vou fazer com esse serzinho que não está mais dentro de mim?"
Aquele pequeno ser era único e indivisível. Era uma pessoa independente, e eu era responsável por ele.
Descobri que vários mitos não tem fundamento.
Por exemplo, em todos os livros do Doutor Delamare, Doutor Spock, e outros do gênero dizem que a mãe sabe o que o bebê está sentindo pelo choro. Mentira. A gente vai é por eliminação mesmo. Se não quer mamar, não é fome. Se a fralda está limpa, não é xixi nem cocô. Se acabou de acordar, não é sono. Se não está quente, não é febre. E por aí vai.
Outro mito desvendado é o famoso amor maternal que a mãe supostamente tem por seu filho do momento em que ele nasce. Mentira. Pelo menos para mim. O amor vem com a convivência diária, com atos simples como dar de mamar, trocar uma fralda, faze-lo sorrir, consola-lo quando ele chora. Mas é um amor imenso, tão grande e tão intenso que ultrapassa todas as barreiras de qualquer sentimento que você tenha tido até então.
Meu filho muito amado, parabéns pelo seu dia, e que você continue sendo o ser humano maravilhoso que você é!
E não se esqueça de escovar os dentes antes de dormir.
Beijos da sua,
Mãe.

A todos que me prestigiam lendo esse blog, desejo um Feliz Natal!
Hoje é o aniversário das minhas duas filhinhas peludas. Dois anos de idade, e dando muita alegria para nós.
Depois que o meu poodle Ringo morreu aos 15 anos, jurei que jamais teria outro cachorro.
Já bastava o sofrimento que foi a doença e a morte dele.
Criar cachorro em apartamento não é bom para o bichinho que tem sua liberdade tolhida, e nem para você, que se for um dono consciente se vê obrigado a passear com seu cãozinho chova ou faça sol, estando você cansado ou com preguiça...
Essas eram minhas principais desculpas para não querer outro ser de quatro patas debaixo do mesmo teto que eu.
Mas aí eu me mudei para uma casa e a segunda desculpa não colava mais.
Meu filho vivia me pedindo um cachorrinho...
Foi aí que essas duas destrambelhadas se instalaram na minha casa e no meu coração.

Essa é a Minchia. Foi a primeira a chegar. Minchia é uma interjeição em italiano que significa "Cacete!"
Claro que não fui eu quem a batizou assim, foi o meu marido. Eu estava viajando e quando cheguei, surpresa! Lá estava a cachorrinha que ele e meu filho foram buscar no canil, já batizada.

Essa é a Morgana. O nome completo é Fata Morgana e quem batizou fui eu. Chegou uma semana depois da irmã.
Após eu me refazer da surpresa canina ao chegar de viagem, soube que no canil tinha ficado a última irmãzinha da ninhada.
Meu marido, filosófico, disse: "Espero que a irmãzinha da Minchia encontre um lar com tanto carinho como ela."
Eu, mais prática, rebati: "Por que a gente não traz a irmãzinha para cá também?"
Ele me perguntou se eu estava falando sério. Na verdade nem eu sabia se era sério...
O fato é que no dia seguinte a Morgana se juntava à irmã. E foi a melhor coisa que nós fizemos.
Às vezes bate um certo arrependimento quando as duas se atracam em brigas terríveis e nada pode separa-las. Mas irmãos tem ciúmes assim mesmo. Fazer o que?
Com a gente elas são tão meigas e carinhosas que nem dá para ter arrependimentos.
Nem mesmo quando as duas, de comum acordo, estraçalharam minha blusa novinha que estava secando no varal na calada da noite...
Hoje é aniversário da minha amiga mais antiga. Somos amigas desde os 14 anos. Nem vou fazer as contas para ver quantos anos de amizade temos, mas já dá uma vida.
Estudamos no mesmo colégio de freiras, e na oitava série nos tornamos "melhores amigas". Estudamos violão, gozamos com a cara de muita gente, e principalmente rimos muuuito!!!
Desde então, nossas vidas deram muitas voltas. Mudanças de cidade, casamentos, filhos, separações, retornos, fomos vizinhas morando na mesma rua, novas mudanças.... tantas coisas!
Agora estamos novamente morando em cidades diferentes. Aliás, uma coisa que eu sempre invejei nela eram as suas mudanças de cidades e estados, devido ao trabalho do pai. Eu que passei infância e adolescência sempre no mesmo lugar, tinha inveja dessa vida cigana. E ela certamente devia invejar a minha vida "certinha" de não ter que que trocar de colégio, casa, fazer novos amigos a cada mudança de vento.
Fumamos o primeiro cigarro (escondido) juntas, tomamos o primeiro de vários porres juntas, vimos (na encolha) as primeiras revistas de sacanagem juntas, mas principalmente, demos boas gargalhadas de tudo isso juntas.
Já ficamos mais de um ano sem nos falarmos, nem por telefone. Já tivemos nossos desentendimentos, geralmente por causa de uma terceira pessoa.
Porém, mesmo com todas as voltas que a vida nos deu, ou que nós demos na vida, a essência da nossa amizade permanece. Aquela mesma essência dos 14 anos. Somos irreverentes e incorrigíveis. Vamos conquistar o mundo e ficar famosas. E quem duvidar disso, vamos reduzir a pó!
Márcia, parabéns pelo dia de hoje, e que nossa amizade continue por muitos anos. Afinal, você é minha memória viva, meu "grilo falante".
E só para não perder o hábito: shhhhhhh..... pra você!