além dos 40

Você está rondando os 40? Sua juventude foi nos anos 80? Casou? Separou? Casou de novo? Paga ou recebe pensão? Seus heróis morreram de overdose? Encontra-se na twilight zone (juventude passando e velhice chegando)?

além dos 40

Você está rondando os 40? Sua juventude foi nos anos 80? Casou? Separou? Casou de novo? Paga ou recebe pensão? Seus heróis morreram de overdose? Encontra-se na twilight zone (juventude passando e velhice chegando)?
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Terra Blog

Categoria: atualidades

10.03.08

Perros y perros

categorias: atualidades

A deportação de brasileiros na Espanha é o assunto do momento.

Tenho lido as reportagens e escutado várias opiniões a respeito.

Tem os indignados, que acharam a atitude preconceituosa e arbitrária.

Tem também os que tem pouca ou nenhuma auto-estima e acham que brasileiro é tudo vagabundo mesmo e a imigração espanhola está certíssima.

Trabalhei por mais de 20 anos em companhia aérea, e vi coisas que até Deus duvida em termos de deportações, não só de brasileiros, como de pessoas de várias nacionalidades.

Daria para escrever um livro... É verdade que pegam pesado sim. Não só na Espanha, mas em qualquer país de "primeiro mundo", onde as pessoas do "terceiro mundo" vão tentar uma vida melhor. Nos Estados Unidos então, nem se fala...

Também é verdade que por conta disso cometem muitas injustiças, baseadas na idade, no tipo físico, no não-domínio da lingua, o pobre viajante pode ser enquadrado na categoria de persona non grata e ser obrigado a dar meia volta.

Quanto ao tratamento dispensado aos "indesejáveis", sem comentários! Ser tratado como um cão, quando na verdade nem um cão (muito menos um cão), merece esse tipo de tratamento.

O melhor remédio para minimizar isso (porque acabar não vai), é a lei da reciprocidade. Pente fino na chegada dos estrangeiros por aqui, o as personas non gratas voltariam a seus países no mesmo pé que vieram.

Vou relatar um causo, presenciado por mim, que demonstra como deveria ser um tratamento a um cão.

Tínhamos um vôo para Angola, denominado pelos tripulantes de mata-bicha. Termo politicamente incorretíssimo, que fazia alusão aos muitos gays que entravam na aviação sonhando com o circuito Elizabeth Arden (Paris, Londres, New York).

Eram sete horas de vôo do Brasil até Angola, uma hora em solo para reabastecer, limpar o avião e embarcar novos passageiros, e mais oito horas de vôo (com o vento contra), atravessando o Atlântico para voltar ao Brasil.

Dá para imaginar o estado glamouroso em que chegávamos...

Num desses vôos, durante o embarque em Angola, um passageiro consternado veio falar conosco.

Ele era funcionário de uma empresa de construção civil brasileira, e estava retornando com sua família depois de passar dois anos na Africa.

O problema é que a família tinha adotado um membro extra. Um simpático cãozinho vira-lata, que foi impedido de embarcar porque a caixa na qual ele deveria ser acondicionado no porão havia quebrado.

A família toda aos prantos, não queriam abandonar o cão e não tinham tempo hábil para providenciar uma nova caixa, foram implorar nossa ajuda.

Diante de tal situação, tínhamos que fazer alguma coisa.

Fomos falar com o comandante e explicar a situação. Por sorte, ele entendeu, e nos disse que o cachorro podia embarcar na cabine de passageiros, desde que nós cuidássemos para que ele se comportasse.

E lá fomos nós de volta para o Brasil. O cãozinho se mostrou um verdadeiro gentleman. Não latiu, não correu e nem deu nenhuma alteração.

Lá pelas tantas, estava o bichinho no colo de uma das crianças olhando pela janela, quando um passageiro mala-sem-alça (sempre tem um...) veio tomar satisfações de como era possível um cachorro estar na cabine de pasageiros olhando pela janela, que era um absurdo, que isso, que aquilo...

Então eu, fazendo minha melhor cara de paisagem respondi-lhe:

"Meu senhor, o cão está aqui porque foi autorizado pelo comandante.

Como ele não toma bebida alcoólica, não tem perigo dele se tornar chato, agressivo, nem inconveniente como muitos seres humanos.

 Ele não reclamou da comida, nem do assento que lhe foi destinado, nem dos filmes disponíveis para entretenimento.

Como ele não fuma, o senhor não vai ve-lo fumando em pé no meio do corredor incomodando os outros, nem jogando cigarro aceso na lixeira do banheiro. (na época podia fumar à bordo)

Se ele está olhando pela janela é porque está apreciando a viagem.

Tem mais alguma coisa que eu possa fazer pelo o senhor?"

O cara não falou mais nada e foi quietinho até o Galeão.

Chegando aqui, fomos interceder pelo cãozinho junto à imigração, explicando a situação.

Não sei se naquele dia estavam todos de bom humor, ou se também gostavam de cachorros, ou se São Francisco estava de plantão naquele dia e deu uma forcinha.

Mas o fato é que o cachorrinho angolano naturalizou-se brasileiro e todos ficaram felizes!

 

  • criado por  lucy in the sky criado por lucy in the sky
  • Postado em 09:08:23

04.02.08

Skindô, skindô

categorias: atualidades

Segunda feira de carnaval e chove copiosamente no Rio de Janeiro.

O diabinho no meu ouvido sussurra:"Bem feito! Eu não gosto de carnaval mesmo! Desfile de escola de samba é uma fogueira de vaidades, então eles que se f****!"

Mas aí eu penso nas pessoas que economizaram o ano inteiro para os dias de folia... Eu sei que gosto não se discute, se lamenta...mas, oh coitados!

Os carnavais da minha infância foram muito bons. Minha avó, um mês antes começava a confeccionar as fantasias, minha e do meu irmão. Depois de decidido o tema, ela percorria as lojas atrás de fazendas e acessórios e a costureira fazia.

Já me fantasiei de bailarina, de havaiana, de índia e de melindrosa (foi a fantasia que eu mais gostei).

A maioria dos carnavais da minha infância eu passei em Belo Horizonte. A gente ia para as matinês dos clubes, ou ficava brincando nas ruas próximas a casa da minha tia.

Já adolescente, eu gostava de sair na Banda de Ipanema, cuja concentração era pertinho da minha casa.

Eu adorava ver as drag queens, super produzidas, e os homens hetero que se fantasiavam de mulher por pura farra.

Hoje eu acho que os heteros não fazem mais isso, talvez com medo das más línguas. O que é uma pena, pois era muito divertido.

Outra coisa boa da banda de Ipanema é que a gente sempre esbarrava com algum artista. Eu já sambei ao lado da Beth Carvalho, e outros que agora não me lembro.

Legal também era que mesmo eu tendo ido com uma ou duas amigas, no final a gente encontrava vários conhecidos e formávamos um grupo grande.

Aos 18 anos eu tinha um namorado que era aficcionado por carnaval. Por causa dele eu fui a bailes do Fluminense, do América e em vários outros.

Percebi que depois de meia hora de skindô, skindô, me acometia um tédio mortal... Me dei conta de que odeio baile de carnaval!

Descobri que esse negócio de sambar até as 4 da manhã, para às 8 estar na praia se bronzeando e às 5 da tarde já estar pulando em algum bloco é coisa de obsessivo-compulsivo que pensa que o mundo vai acabar na quarta feira de cinzas.

Afff.... tô fora!

Nunca desfilei em escola de samba, e não tenho nehum trauma por conta disso.

Já vieram me falar da "energia do público", da "vibração de desfilar na avenida" e outros que tais, mas nem fiquei tentada.

Se um dia eu der as caras na Sapucaí, só se for em algum camarote, com direito a champagne, canapés e um bom ar condicionado.

Senão, não rola!

  • criado por  lucy in the sky criado por lucy in the sky
  • Postado em 11:33:07

24.10.07

Olha a chuva!!!

categorias: atualidades

Depois de meses sem a chuva dar as caras por aqui, finalmente chegou o dilúvio.

É.... dia de mais, véspera de menos....

E como não podia deixar de ser, já começaram as complicações. O túnel Rebouças no Rio de Janeiro, principal via de acesso entre zona Norte e zona Sul está fechado por causa de uma barreira de terra que desmoronou. O trânsito, pra variar está um caos.

Aqui onde eu me "escondo", passamos um aperto com a falta de chuva. Agua racionada, cisterna vazia, e a gente economizando pingo d'água para não ter que chamar caminhão-pipa pagando os olhos da cara.

As plantas secando com a falta de água, uma poeirada danada.

Agora a poeira baixou, mas a rua está alagada... Cadê o prefeito que ia asfaltar a rua e até agora nada???

Pobre não tem jeito mesmo, reclama de tudo!

Diz que não tem nada, mas quando tem enchente alega que perdeu tudo...

Ai, essa vida de baixa-renda me dá uma canseira....

  • criado por  lucy in the sky criado por lucy in the sky
  • Postado em 10:02:35