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A todos que me prestigiam lendo esse blog, desejo um Feliz Natal!
Essa lista me foi enviada por e-mail. Achei interessante e acrescentei algumas coisas. Nada como a experiência para nos ensinar coisas que parecem tão óbvias.
Nunca estamos velhos demais para aprender.
Antes tarde do que muito tarde...
1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não
pode ser uma boa pessoa.
2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com
você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.
3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.
4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.
5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.
6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir
e um laxante na mesma noite.
7. Nunca revele ao seu marido/esposa todas as travessuras que você aprontou antes de conhece-lo(a). O que você disser poderá um dia ser usado contra você.
8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "compulsão"...
9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito. (essa é a mais pura verade!)
10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador
solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu
o Titanic.
Jingle bell, jingle bell! Dezembro chegou e com ele mais um Natal.
Na TV e nas ruas já ouvimos desde o final de Outubro aquelas musiquinhas insuportáveis, e promoções imperdíveis de presentes.
Papais Noel com a tradicional roupa vermelha, e a gente aqui do lado de baixo do Equador suando com um calor senegalesco.
Lembro dos Natais da minha infância. Eram bons, fartos, com a família toda reunida. Eu e meu irmão tínhamos uma árvore de Natal só nossa. Pequenina, que a gente montava ao lado da árvore grande que era a "árvore da casa".
Meu pai nos dava um dinheirinho e com ele a gente comprava presentes para toda a família. Lembrancinhas, na verdade, mas ninguém ficava de fora. Até os pastores alemão ganhavam cada um seu pacote de biscoitos caninos. A gente colocava os presentes debaixo da arvorezinha e eu escrevia um "discurso" para ser lido antes da distribuição.
Minha avó ficava inchada de orgulho dos netos prodígio!
A comilança começava a ser preparada de véspera. Como toda família mineira tradicional, uma mesa farta é mais do que obrigação; é devoção.
As rabanadas começavam a ser feitas na manhã do dia 24. E eu começava a come-las enquanto fingia que estava ajudando. O pernil já estava em vinha d'alhos. O peru já no forno. Em toda a casa sentia-se um cheirinho de coisas boas. Para mim, ficou sendo o cheiro do Natal.
Hoje eu não consigo reproduzir, nem longinquamente, os Natais passados. A família ficou pequena; alguns morreram, outros desertaram.
O dinheiro também ficou curto. Não que fosse muito no passado, mas com pouco dava para fazer mais do que hoje. O espírito natalino escafedeu-se.
Como no Conto de Natal de Dickens, eu tenho o fantasma dos Natais passados, que sempre vem me assombrar nessa época do ano. Tenho o fantasma do Natal presente, pálido, estressado e desanimado. E morro de medo da visita do fantasma dos Natais futuros.