além dos 40

Você está rondando os 40? Sua juventude foi nos anos 80? Casou? Separou? Casou de novo? Paga ou recebe pensão? Seus heróis morreram de overdose? Encontra-se na twilight zone (juventude passando e velhice chegando)?

além dos 40

Você está rondando os 40? Sua juventude foi nos anos 80? Casou? Separou? Casou de novo? Paga ou recebe pensão? Seus heróis morreram de overdose? Encontra-se na twilight zone (juventude passando e velhice chegando)?
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Terra Blog

Arquivo de: Outubro 2007

29.10.07

Pé de anjo

categorias: reflexões

Esse assunto já foi trauma na minha infância. Hoje não passa de um pequeno incômodo.

Desde pequena, sempre tive "pé de caipira". Adorava ficar descalça ou com um chinelo Havaiana daquela época em que Havaiana era calçado de pobre, antes da repaginada atual.

Minha avó vivia me repreendendo, dizendo que desse jeito meus pés ficariam largos e feios. E eu, nem aí...

E meus pés foram crescendo livres e soltos. Aos catorze anos já calçava 39.

Minha avó (mais uma vez...) dizendo: "se crescerem mais você vai ter que fazer sapatos sob medida". E era verdade. Não existiam sapatos femininos maiores do que o numero 39...

Fiquei traumatizada. Rezava todo dia pedindo para meus pés pararem de crascer. E realmente pararam no 39.

Mesmo não precisando fazer sapatos sob medida, encontrar sapatos dessa numeração é com encontrar agulha num palheiro.

Um vendedor me explicou certa vez que, como não existem muitas mulheres que calçam esse número, as lojas só encomendam 1 ou dois pares (me senti um ET de pés grandes!).

Pior é quando eu via um sapato que eu gostava e na loja me diziam que desse modelo só fabricavam até o número 37. (novamente um ET com pés inconvenientes para calçar aquela belezura...)

Pior ainda era quando a forma era pequena e o 39 não cabia.

"Tem 40?" Eu perguntava. Lógico que não tinha, me respondiam com cara de espanto. (ET phone home...).

De tão envergonhada, eu nem experimentava mais os sapatos. Dizia que não eram para mim e só de sacanagem pedia para embrulhar para presente. Fiz isso várias vezes.

Também já levei sapatos número 38 achando que não teria problema e meus pés sofreram torturas inimagináveis. Pior do que sapato apertado, só dor de dente.

Tudo bem que eu não sou baixinha. Tenho 1m70cm de altura. Se eu calçasse 35 ia viver caindo. Mas não dava para calçar pelo menos um 38?

Porém, hoje em dia a média de altura das meninas subiu. Mulheres mais altas tem pés maiores. Então é bem mais fácil achar sapatos com numeração maior, certo? ERRADO!

Continua a mesma dificuldade! Em algumas poucas lojas com visão mais globalizada, a gente encontra o número 40. Mas são poucas.

Em São Paulo, que é quase primeiro mundo eu sei que é mais fácil a vida de um pé de anjo. Mas no resto do país...

Tenho verdadeiro pavor de sapatos de bico fino, tão em moda atualmente. Meus pés ficam parecendo dois peixes-espada. Não vejo a hora dessa moda passar.

 

Qual será o número dos sapatos da Gisele Bündchen?

 

  • criado por  lucy in the sky criado por lucy in the sky
  • Postado em 12:29:54

24.10.07

Olha a chuva!!!

categorias: atualidades

Depois de meses sem a chuva dar as caras por aqui, finalmente chegou o dilúvio.

É.... dia de mais, véspera de menos....

E como não podia deixar de ser, já começaram as complicações. O túnel Rebouças no Rio de Janeiro, principal via de acesso entre zona Norte e zona Sul está fechado por causa de uma barreira de terra que desmoronou. O trânsito, pra variar está um caos.

Aqui onde eu me "escondo", passamos um aperto com a falta de chuva. Agua racionada, cisterna vazia, e a gente economizando pingo d'água para não ter que chamar caminhão-pipa pagando os olhos da cara.

As plantas secando com a falta de água, uma poeirada danada.

Agora a poeira baixou, mas a rua está alagada... Cadê o prefeito que ia asfaltar a rua e até agora nada???

Pobre não tem jeito mesmo, reclama de tudo!

Diz que não tem nada, mas quando tem enchente alega que perdeu tudo...

Ai, essa vida de baixa-renda me dá uma canseira....

  • criado por  lucy in the sky criado por lucy in the sky
  • Postado em 10:02:35

20.10.07

Minha amiga Márcia

categorias: aniversários

Hoje é aniversário da minha amiga mais antiga. Somos amigas desde os 14 anos. Nem vou fazer as contas para ver quantos anos de amizade temos, mas já dá uma vida.

Estudamos no mesmo colégio de freiras, e na oitava série nos tornamos "melhores amigas". Estudamos violão, gozamos com a cara de muita gente, e principalmente rimos muuuito!!!

Desde então, nossas vidas deram muitas voltas. Mudanças de cidade, casamentos, filhos, separações, retornos, fomos vizinhas morando na mesma rua, novas mudanças.... tantas coisas!

Agora estamos novamente morando em cidades diferentes. Aliás, uma coisa que eu sempre invejei nela eram as suas mudanças de cidades e estados, devido ao trabalho do pai. Eu que passei infância e adolescência sempre no mesmo lugar, tinha inveja dessa vida cigana. E ela certamente devia invejar a minha vida "certinha" de não ter que que trocar de colégio, casa, fazer novos amigos a cada mudança de vento.

Fumamos o primeiro cigarro (escondido) juntas, tomamos o primeiro de vários porres juntas, vimos (na encolha) as primeiras revistas de sacanagem juntas, mas principalmente, demos boas gargalhadas de tudo isso juntas.

Já ficamos mais de um ano sem nos falarmos, nem por telefone. Já tivemos nossos desentendimentos, geralmente por causa de uma terceira pessoa.

Porém, mesmo com todas as voltas que a vida nos deu, ou que nós demos na vida, a essência da nossa amizade permanece. Aquela mesma essência dos 14 anos. Somos irreverentes e incorrigíveis. Vamos conquistar o mundo e ficar famosas. E quem duvidar disso, vamos reduzir a pó!

Márcia, parabéns pelo dia de hoje, e que nossa amizade continue por muitos anos. Afinal, você é minha memória viva, meu "grilo falante".

E só para não perder o hábito: shhhhhhh..... pra você!

  • criado por  lucy in the sky criado por lucy in the sky
  • Postado em 15:53:40

18.10.07

Correntes

A galera do meu tempo com certeza se lembra daquelas cartas-correntes que recebíamos, geralmente sem remetente. Tais cartas prometiam mundos e fundos a quem repassasse a corrente para certo numero de pessoas, da mesma forma que ameaçavam com a desgraça em vida a quem não passasse a corrente adiante.

Os mais preguiçosos faziam xerox da carta recebida e mandavam para os conhecidos. Geralmente uma cópia de péssima qualidade, pois já era cópia da cópia da cópia. Os mais temerosos, com medo das maldições, tinham a pachorra de copiar N vezes a tal carta antes de envia-la às próximas vítimas.

Com o advento do computador...surprise!!!!! As tais correntes chegaram a internet, para meu desespero e o de muitas pessoas. O conteúdo não mudou muito, mas a forma de envio...quanta diferença! Basta clicar em "enviar" e lá vai a maldita corrente internet afora. Sem precisar xerocar, sem gastar um centavo com selos, sem ficar na fila do correio...simples assim!

Tem certas pessoas que a-do-ram me mandar esse tipo de coisa. Eu não tenho a menor paciência para aqueles PPSs com figuras de anjinhos e bichinhos, as paisagens bucólicas e aquelas letrinhas pingando pouco a pouco. Muito menos para as musiquinhas de fundo e reflexões filosóficas sobre tudo e sobre nada.

Minha neurose chegou a tal ponto que só de ler o título de uma mensagem e desconfiar que é corrente eu já deleto. Algumas conseguem me enganar e quando eu abro me enfureço ainda mais.
Não suporto aquele papo da "corrente que já rodou o mundo seilaquantas vezes", "corrente do Dalai Lama", "corrente de Nossa Senhora de Numseioque"... ai que raiva! Pelo menos podiam deixar Nossa Senhora fora disso!


Se as maldições que as correntes prometem a quem não passa-las adiante forem verdadeiras, estou ferrada pelas próximas 18 encarnações.

Pelo menos agora existe uma vantagem: a gente sempre sabe quem nos mandou a corrente. Não dá para o remetente ficar escondido, como no tempo das cartas.

O problema é que as pessoas que nos enviam, geralmente são amigas. Boas pessoas no fundo, mas com o pequeno defeito de enviar correntes aos amigos (afinal, quem não tem defeitos?). 

Gostaria de perguntar a algum especialista em etiqueta como dizer para essas pessoas que eu odeio correntes; e que ao invés de me mandar enfiem as ditas cujas lá onde o sol não bate, sem ofende-las. Afinal, sou uma moça educada e não gostaria de ferir os sentimentos de ninguém.


  • criado por  lucy in the sky criado por lucy in the sky
  • Postado em 13:35:29

14.10.07

Horário de Verão

categorias: reflexões

Odeio o horário de verão! Sei que vai ter gente discordando de mim.

Quando eu era criança até curtia aquele negócio de sol às 7 da noite, de poder ficar na praia até às tantas.

Mas, como agora estou velha e rabugenta, passei a detestar essa diferença compulsória de fuso horário.

Primeiro porque, como todos sabemos, no Brasil não há estações definidas, como em países do hemisfério norte. Do lado de baixo da linha do Equador o clima é praticamente o mesmo o ano inteiro. Isso significa que o sol nasce praticamente na mesma hora e se põe igualmente na mesma hora, com pouca diferença.

Isso também significa que a tão propalada economia de energia elétrica é mínima. Você vai acender as luzes da sua casa mais tarde, mas vai precisar acende-las de manhã cedo, coisa que não fazia com o horário normal.

O outro motivo é que eu simplesmente não consigo me acostumar com essa pequena diferença de fuso horário. Detesto pensar que ainda é cedo e quando olho para o relógio vejo que já são 11 da noite. Ou acordar no escuro, achando que o despertador está errado, e não está...

Chega a ser irônico que uma pessoa que passou 20 anos da sua vida pulando de fuso em fuso não se acostume com uma horinha a mais.

Mas sei, por experiência própria que diferenças de fuso horário desgastam, estressam, fazem mal à pele e à saúde, em algum casos alteram o ciclo menstrual.

Como as minhas estadias em outros países eram quase sempre curtas, eu procurava, na medida do possível, manter o fuso horário do Brasil. Dava certo em grande parte das vezes. Mas já me aconteceu de eu acordar no meio da madrugada, num quarto de hotel, faminta e sem sono, sem ter nada para comer, nem aonde conseguir comida, e nem sequer um remedinho para dormir.

Depois de algumas experiências desagradáveis, passei a levar um kit de sobrevivência na mala, com alguma comida não perecível (porque também tinha o problema da alfândega) e um "tarja preta" que, confesso, volta e meia eu fazia uso.

Eu sempre sofria mais quando o fuso era para frente. Em países da Europa, por exemplo, onde, dependendo da época do ano, a diferença era de 5 horas a mais.

Quando eu ia para o Japão, parecia que estava num episódio do Além da Imaginação, tamanha montanha russa de fusos que eu atravessava...

Ali não dava para seguir o fuso do Brasil, por mais que eu tentasse. Então eu procurava hibernar como um urso no inverno. As poucas vezes que eu saí, para conhecer um pouco do lugar, eu estava tão sonada que mal dava para aproveitar. Por isso eu digo que já estive no Japão, mas não conheço o Japão. Fiquei com esse "trauma de infância"...

Quando eu retornava do Japão para Los Angeles, por causa das 16 horas de diferença de fuso, eu chegava lá no dia anterior. Isto é, eu saía hoje e chegava ontem... Além da Imaginação ou Tunel do Tempo???

Mesmo com tudo isso, não me acostumo com o horário de verão brasileiro. E sei que não me acostumarei até fevereiro, quando o maldito acaba e voltamos ao nosso horário normal.

Sacanagem... me roubaram uma hora!!!!

 

 

  • criado por  lucy in the sky criado por lucy in the sky
  • Postado em 12:35:14