além dos 40

Você está rondando os 40? Sua juventude foi nos anos 80? Casou? Separou? Casou de novo? Paga ou recebe pensão? Seus heróis morreram de overdose? Encontra-se na twilight zone (juventude passando e velhice chegando)?

além dos 40

Você está rondando os 40? Sua juventude foi nos anos 80? Casou? Separou? Casou de novo? Paga ou recebe pensão? Seus heróis morreram de overdose? Encontra-se na twilight zone (juventude passando e velhice chegando)?
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Terra Blog

Arquivo de: Agosto 2007

20.08.07

Incomodada ficava a sua avó

categorias: recordar é viver

Garimpando por aí, encontrei essa antiga propaganda de Modess e me deu vontade de escrever sobre isso.

Não sou do tempo das famigeradas toalhinhas higiênicas. Deus me livre! Creio que nem minha mãe pegou esse tempo, ou talvez só um pouco.

Mas nós, mulheres dos tempos modernos, nem nos damos conta da sorte que tivemos em usufruir desse conforto.

Nem imagino como era no tempo dos "paninhos"... E quando vazava? E para lavar? Deixar de molho? E aquelas coitadas que menstruavam verdadeiras hemorragias? E se estivessem em algum lugar onde fosse impossível trocar o paninho? Algumas vezes perguntei a minha avó como ela fazia, mas sempre obtinha uma resposta evasiva seguida de uma súbita mudança de assunto.

É verdade que naqueles tempos as mulheres não trabalhavam fora, raramente usavam calça comprida, então era mais dificil passar vexames.

Mas será que elas saíam de casa quando estavam "naqueles dias"?

E aquelas que trabalhavam como operárias em fábricas, por exemplo? Faziam como?

Achei interessante a parte do anúncio onde explicam que é para usar só uma vez e jogar fora. Dá até vontade de rir... Mas levando em conta a mentalidade daquele tempo, foi bom elucidar esse detalhe, senão talvez alguém resolvesse lavar para aproveitar depois.

Nunca conheci uma mulher que gostasse de ficar menstruada. Umas sofrem mais do que as outras, tem cólicas, o fluxo é intenso, tem alterações de humor (TPM). Outras sofrem menos. Mas até as mais abençoadas não gostam nada. Tem que ser mulher para entender.

Eu, por exemplo, toda vez que me revolto com minha condição feminina, procuro lembrar das minhas companheiras de outrora, usando, lavando e enxaguando paninhos por anos a fio.

Serve de consolo...

  • criado por  lucy in the sky criado por lucy in the sky
  • Postado em 13:50:57

11.08.07

Traumas de infância

categorias: recordar é viver

Quando eu era criança tínhamos em casa duas geladeiras. Uma era jurássica, daquelas que não tinham porta aproveitável e o "congelador" era uma portinhola de um palmo mais ou menos. Abria-se com alavanca.

A outra, mais "moderna" era uma GE como essa acima. Porta totalmente aproveitável, congelador maior e puxador em vez de alavanca.

Aí é que estava o perigo. Enquanto a jurássica sempre se comportou muito bem, sem dar problemas até morrer dignamente de velhice, a GE modernosa começou a das choque quando a gente pegava o puxador. Era um saco! Eu ia lá bem tranquila pegar alguma coisa e PUF! Tomava um chocão!

Chamava-se o técnico para consertar. O seu Fulano ia lá, resolvia o problema e poucos dias depois já estava dando choque de novo!

Depois de vários choques em todos os membros da família, resolveu-se amarrar um pano de pratos no puxador. Esse expediente até resolveu o problema, mas se alguém pegasse o pano-puxador com as mãos molhadas...PUF! Da-lhe choque! E se o pano ficasse umedecido, a próxima vítima também ganhava choque.

Eu acho que vou procurar em algum brechó uma geladeira GE dessas. Mas com um requisito: tem que dar choque!

Só assim eu tomaria vergonha na cara e perderia os quilinhos extras.

Ah, e sem amarrar pano de prato no puxador!

  • criado por  lucy in the sky criado por lucy in the sky
  • Postado em 17:26:41

08.08.07

Carangos...

categorias: recordar é viver

Alguém se lembra da Vemaguette? A caminhonete do DKW. Motor dois tempos, super "muderno...". O barulho era assim: popopopopopopopopopo.......

Meu pai gostava tanto que teve três! Um de cada vez. E só não teve mais porque pararam de fabricar e ele foi obrigado a trocar de marca.

Graças a Deus para mim, pois esse veículo me fez protagonizar vários vexames da minha infância.

Quando eu era criança, costumava enjoar em qualquer coisa que se mexesse: carro, avião, barcos...

Depois melhorou bastante. Hoje eu só enjôo em barcos. Mas se cair na besteira de fazer leitura em carros ou onibus é batata: boto os bofes pra fora mesmo!

Anyway, apesar de enjoar em todo tipo de meio de transporte, a Vemaguette para mim foi um grande suplício! Não sei se era o cheiro de gasolina e graxa, misturado com o cheiro do estofamento, mas a verdade é que bastava eu dar uma volta no quarteirão que já vinha a vontade de vomitar. Podia estar em jejum, ou ter comido dois pratões no almoço, não importava. Botava tudo pra fora, mesmo que não tivesse nada.

A coisa chegou a tal ponto, que bastava eu olhar o carro e saber que eu tinha que entrar nele que eu "descarregava" lá mesmo na calçada. Fiquei condicionada tal qual o cachorro de Pavlov!

A família não sabia mais o que fazer comigo para evitar situções tão desagradáveis.

Certa vez nós íamos fazer uma viagem longa. Minha avó resolveu me dar Dramamine (remédio para enjôo), a conselho do médico.

Resultado: na subida da serra da Mantiqueira minha pressão baixou e eu desmaiei! A emenda ficou pior do que o soneto. Eu devia ter uns 11, 12 anos.

Depois desse evento, fui aos poucos melhorando. Talvez porque os carros mais novos não tinham esse "odor" tão peculiar da Vemaguette e de outros carangos contemporâneos dela. Talvez, com a puberdade meus sentidos amadureceram.... Mistééério......

Um dia, muitos anos depois disso (eu já era adulta), passei por um posto de gasolina onde havia um DKW com o motor ligado. Imediatamente eu senti aquela náusea familiar me subindo pela garganta. Ainda bem que parou por alí.

Apesar disso, guardo boas lembranças do carrinho. Descobri que DKW significa Die Kleine Wunder (a pequena maravilha).

Deve ter sido, para o meu pai e outras pessoas. Tem gosto para tudo...

  • criado por  lucy in the sky criado por lucy in the sky
  • Postado em 13:13:48

02.08.07

Galãs da Grande Hotel

categorias: recordar é viver

Além de ser noveleira, confesso que eu era fotonoveleira e adorava os almanaques da Grande Hotel e suas fotonovelas italianas.

Os atores eram basicamente os mesmos, os pares românticos também.

O maravilhoso da foto acima era o Franco Gasparri; na minha opinião, o mais bonito deles.

Certa vez, no auge da fama, ele veio ao Brasil, e eu tive o prazer de dar de cara com ele em plena Copacabana! Lindo como nas fotonovelas. Só não era muito alto. Fiquei tão abestada que nem passou pela minha cabeça pedir um autógrafo. Se fosse nos dias de hoje ia tirar uma foto dele com meu celular.

Mas, para ser sincera, sou muito tímida para esse negócio de pedir autógrafos. Nem antigamente, nem hoje em dia eu teria coragem de abordar quem quer que seja. Já perdi muitas oportunidades.

Pesquisando por aí, descobri que muitos dos atores das fotonovelas Grande Hotel morreram jovens. Alguns de acidente, outros se envolveram com drogas.

Franco Gasparri morreu aos 50 anos, depois de sofrer um acidente de moto e ficar tetraplégico.

Para mim ficou a imagem das fotonovelas que ele protagonizava. E também dele andando em Copacabana, com uma camisa cacharrel preta que realçava os seus olhos.

Lindo. Maravilhoso. Gostoso. Jovem para sempre.

  • criado por  lucy in the sky criado por lucy in the sky
  • Postado em 17:19:45